Nostalgia

Junho 13, 2008

[POST FEITO A BASE DE LINKIN PARK, HALLS E MATANZA. NÃO ENTENDA. NÃO LEIA. NÃO INTERPRETE. NÃO JULGUE. NADA DO QUE TÁ ESCRITO AQUI É VERDADE. OU TALVEZ SEJA, VAI SABER]

Sexta-feira 13, duas provas incrivelmente ruins, tédio. A única vontade era chegar o mais rápido possível em casa, jogar o tênis para um lado, roupa pro outro, e dormir. Mas não, o universo não conspira a meu favor. Mainha liga pra mim e diz que esqueceu de levar a Carteira de Trabalho dela, que eu teria que levar lá no Arruda, ou ela não tiraria férias. OK, pensei.

Todo o problema motivo do post começa aí. Fazia tanto tempo que eu nem pensava em passar perto do Arruda, que não sabia nem mais que ônibus pegar. Tentei forçar minha mente a lembrar dos ônibus e paradas que eu deveria ir, mas acho que ela estava mais preocupada em pensar que no google eu acharia isso maldito google, está me deixando cada dia mais preguiçoso . Dez minutos depois eu desisti, me rendi a vontade da minha mente, e liguei para minha mãe perguntando tudo. Eu tinha que ir para a Suassuna, pegar um ônibus (eram tantas as opções que a vergonha de não ter lembrado faz com que eu não diga aqui) e descer logo depois da garagem da São Paulo. OK, pensei de novo.

Janela de ônibus, hora de pensar na vida...
Janela de ônibus… tem lugar melhor pra pensar na vida?

O ônibus parou. Subi, como de costume, e passei correndo para a cadeira mais próxima da janela possível. Mas tinha algo diferente. Não sei se é comum sentir isso ao entrar num “Bomba do Hemetério”, mas a sensação que tive não foi das melhores. Parecia que eu tinha entrado numa espécie de túnel do tempo. Meu passado estava alí, na minha frente. Sei que vai tudo parecer estranho, mas relaxe, isso É estranho.

Mesmo anestesiado com a sensação que tive quando sentei no ônibus, segui viagem. Não demorou muito pra tudo começar de novo… cada lugar que ele passava me trazia uma lembrança. Lembrei do meu primeiro curso de informática, no Malba Lucena, que ficava perto do meu antigo apartamento (aliás, estão me devendo o meu certificado até hoje), lembrei das lojas onde eu costumava comprar aquelas-coisas-que-você-compra-para-todo-trabalho-do-colégio, das locadoras, lan houses, fliperamas, academias, supermercados, de tudo. Cada lugar que passava rapidamente pela janela do ônibus, trazia uma lembrança do que eu vivera ali, tão rapidamente quanto eu as via. Agora sim eu sei o que é ver sua vida em um filme.

Finalmente chegou no colégio do Arruda. Eu já estava agonizando. Desci. Tentei lembrar o caminho parada-colégio, e, finalmente, convenci minha mente que ela teria que lembrar já que não existia nenhum Google por perto. Eu poderia dizer que cada passo até o colégio me trazia uma lembrança, mas já seria exagero. Eu sempre corria aquele trecho, seria demais querer muitas lembranças dali.

TUDO mudou. Lógico que não tudo, mas quase. A fachada do colégio mudou, os funcionários mudaram, os alunos mudaram. Sei que isso era óbvio, que tudo muda, que nada continua do mesmo jeito pra sempre e blá blá blá… mas ver isso pessoalmente é bem diferente. Sabe o que são lembranças desmoronando como se nunca tivessem existido? Essa era a sensação do momento. Meus olhos não cansavam de procurar alguma coisa que no mesmo instante fizesse minha memória fisgar alguma coisa do passado e me trazer de volta, como fazia a alguns instantes atrás. Maldição, não achava nada. Procurei os antigos alunos, aquele tipo de povo que mesmo você não conhecendo pessoalmente você sabe como eles são. Procurei amigos antigos, ou pelo menos suas personalidades em outras pessoas. Procurei funcionários conhecidos, que me reconheceriam e falariam como eu mudei. Procurei amigos, alunos, funcionários, professores, mas tudo que eu achei foram… pessoas. Pessoas estranhas. Cada um com sua vida, com seu jeito de viver e personalidade. Nada que me lembrasse o passado do jeito que eu queria.

Desisti de pescar algo com a mente. Eu tinha que tentar algo fisicamente. No mesmo instante que pensei isso, pediram para eu entregar um bilhete pra uma mulher que tinha acabado de passar pelo colégio. Meio que sem perceber, passei correndo pelo portão. Finalmente senti o que queria, aquilo me era familiar. Matei o meu desejo. Uma lembrança, nada mais. Continuei, entreguei o bilhete à mulher, voltei, entreguei a carteira para minha mãe e fui embora. Não aguentava mais ficar ali. Era um misto de saudade com vontade de fugir e continuar.

Peguei o ônibus de volta para casa e comecei a pensar em tudo que tinha passado, de novo. Olhei pro lado e vi tudo indo embora. Era como se o fantasma que me acompanhou todo o caminho de ida, tivesse dando adeus. Talvez fosse isso mesmo que eu queria; esquecer o passado e seguir a vida em frente, só olhando para o presente e pensando no futuro. Naquela época eu não vivia. Tinha amigos, colegas, relacionamentos, mas não vivia. Talvez ainda não viva. Ou ainda, quem sabe, tenha sido a melhor época da minha vida. Não importa. Só sei que a vi indo embora, junto com um fantasma que costumava me seguir todas as noites antes de dormir.

Quando a gente acha que tem todas as respostas do mundo, vem a vida e muda todas as perguntas. Talvez o meu presente seja apenas um reflexo de tudo que eu já vivi, das minhas atitudes, minhas besteiras, meus erros. Mas seu eu pudesse voltar no tempo, faria tudo do mesmo jeito. Convivi. Aprendi. Vivi. Isso que importa.

Acho que a única pessoa que é realmente livre do seu passado e dos seus fantasmas é aquela que vive o seu presente, esquece o passado. Ou melhor, não esquece, apenas guarda-o numa parte do cérebro que mais tarde vai ser usada para dar umas boas risadas…

Obrigado pela paciência, Ego, sei que só tu vai ler e entender isso aqui mesmo…

PS: Desconsidere os erros de português, tô sem saco pra corrigir isso.


É Mentira

Maio 23, 2008

Everybody Lies deve ser a frase mais conhecida dos fãs de House. Mesmo assim não deixa de ser uma verdade absoluta. Todo mundo mente. É uma condição humana, um meio de sobrevivência. A única variável é sobre o que cada pessoa mente. Cada um tem uma necessidade de mentir em alguma coisa. Ou você acha que existiria tantas civilizações assim sem a mentira? Vai me dizer que sua bisavó iria aceitar sair com o seu bisavô se soubesse que ele não era rico?

O que mais impressiona e assusta, é o meio como as pessoas vêm usando a mentira. Relacionamentos não costumam ser tão sinceros como antigamente. Se é que antigamente eram sinceros. E não, não estou falando de namoros, casamentos, etc… mas de simples amizades.

Parece que para manter uma amizade simples e perfeita basta mentir. Criar uma perfeita e bem elaborada convivência, onde cada um fala o que o outro quer ouvir ou o que acha bonito de se falar. Basta camuflar as suas intenções com a pessoa e tudo ficará bem.

Ninguém mais se preocupa com a verdade. A sinceridade que tanto gostei de ver, de tentar usar, parece ficar cada dia mais escassa nas amizades de hoje em dia. Raramente você consegue ouvir algum amigo de verdade falando: “Você está linda. Mas… vai trocar essa roupa e o penteado, tá parecendo um ninho”. Ou: “Cara, tu joga ruim pra caramba, posso até te dar umas dicas, mas não fica se achando não, blz?”. E mesmo quando aparece, costuma ser mais falsa do que a própria mentira. A preocupação em falar o que agrada tomou conta de todos. Pelo menos de quase todos.

É bom ser sincero. Sério. Experimente que você vai ver.

Mas já que todo mundo mente, pelo menos faça bem feito. Nunca minta parece pessoas realmente próximas de você, ou que realmente lhe conhecem. Também nunca minta para médicos, por motivos óbvios. Quanto ao resto, sinta-se à vontade.

Treine sua voz, disfarce os movimentos, não desvie o olhar. Leia livros sobre a psicologia da mentira, pesquise sobre os truques usados em investigações e sobre sinais da mentira. Faça bem feito. Não deixe vestígios. Mantenha o máximo de amigos possíveis aos seus pés. Faça com que todos amem o seu novo personagem. Afinal, quem mais liga em ser sincero?

Caso não queira ter esse trabalho todo mentindo, faça feito eu, que nunca minto.

Que tal começar falando que esse
post realmente ficou uma merda?
Eu percebi isso, é só falar.
Já vai ser um começo.

PS: Esse post não foi direcionado pra ninguém, como todos os outros aqui. Não se sinta ofendido. :D


Arriscando os gatos do Schrödinger

Maio 23, 2008

Alguém já tinha ouvido falar n’Os Gatos de Schrödinger? Não? Nem eu. Ou melhor, já ouvi falar, mas muito pouco. Só ontem, lendo o Você Não Acreditaria, foi que vim descobrir realmente do que se tratava.
Chega a ser complicado explicar, por isso irei dividir em duas partes. Escolha qual ler.

- Versão resumida-não-nerd:

Quem não arrisca, não petisca.


- Versão completa-totalmente-nerd:

Vamos começar organizando os fatos. A ciência evolui constantemente, certo? Faz tempo que ela deixou de ser algo exato. Quantas vezes você já ouviu alguém falar que é impossível tirar a raiz quadrada de um número negativo e depois sofreu vendo alguém mostrar que é possível achá-las usando números imaginários? Pois é. Na física quântica também é assim. Agora se prepare que vai começar toda a filosofia boa dessa história.

Vamos supor que você tem duas opções para determinada coisa. Usaremos como exemplo uma pessoa e seu cheiro. Quantas possibilidades de cheiro nós possuímos? Duas. Ou fede, ou cheira bem. Agora vamos olhar isso pelo lado da… física. A física quântica agora diz que existe outra possibilidade. Essa possibilidade seria a 01, ou seja, nem 0, nem 1. Algo como fede-mas-cheira-bem, entendeu? Pois bem, apesar de parecer surreal, é o que a física e seus doidos seguidores afirmam, assim como Erwin Schrödinger.

Mas tem um problema. Algo só existe se você conseguir observar, ou provar que ela existe. Se conseguir os dois, parabéns. Então, o Schô, se me permite o apelido carinhoso, propôs a seguinte experiência imaginária:

Peguemos um gatinho fofinho e carinhoso, de preferência vivo. Soquemos ele dentro de um cubículo totalmente fechado feito de papelão, de um tamanho considerável para suportar toda a experiência. Arrume também um Contador Geiger, possivelmente roubado, e coloque junto com uma pequena, eu disse PEQUENA, quantidade de alguma-coisa-muito-radioativa. A quantidade tem que ser exatamente a quantia necessária para fazer com que exista apenas 50% de chance dessa alguma-coisa-muito-radioativa vazar por sua proteção. Temos 50% de chance para que tudo dê errado, e 50% de chance para que a alguma-coisa-muito-radioativa não saia durante toda a eternidade. Ótimo, não? Agora vem a parte essencial. Caso a proteção dessa alguma-coisa-muito-radioativa seja corroída, um martelo cairá sobre um frasco que contém o mais letal de todos os venenos, matando o bichano no mesmo instante.

Chega a parecer dramático, mas o seu gato ainda tem 50% de chance de sobreviver, é só a proteção da substância não ser corroída.

Agora feche a caixa e deixe passar dois dias. Seu gato agora está vivo ou morto? Impossível saber. Ele tanto pode estar vivo, como pode estar morto. As chances são iguais. Eis o 01. Seu gato está vivo-morto. O único jeito de saber o estado do seu felino irritante companheiro é abrindo a caixa e vendo o resultado.

E qual a importância disso, tio Nestor? Pra que eu vou querer um gato zumbi? Simples. Aplique isso na sua vida. Não entendeu? Tá, eu explico, de novo.

Toda e qualquer atitude possui reações, boas ou ruins. Toda e qualquer mudança trará consigo resultados bons ou ruins. Todas as condições da vida, como a tristeza, alegria, segurança, são assim. E o único jeito de transformar essas incertezas em certezas é abrindo a caixa.

Tem medo de que algo dê errado? Não sabe se vai ser feliz com alguém? Abra a caixa. Arrisque. Só não esqueça do Filtro Solar.

Post descaradamente baseado no texto
do Myhto, em Você não acreditaria.