Passione, Amore.

Meus textos não são românticos, fato. Sei lá, é algo que não sai de mim. Eu simplesmente não consigo me expressar através de palavras escritas em um texto do mais informal que seja. Deve ser alguma espécie de dislexia, incontinência urinária ou distúrbio do déficit de atenção (palavras bonitas, não? Aprendi na última palestra de saúde). As vezes tenho medo de não conseguir me expressar nem por meio de palavras faladas, mas venho conseguindo superar essa parte. Isso deve ser conseqüência da minha timidez, ou até mesmo do medo de não ser aceito. Não sei o que deu em mim, não costumo fazer isso. Mas vamos lá, eu consigo… eu acho.

Amor verdadeiro, do jeito que falam hoje em dia, não existe. Paixões platônicas não existem – sorry, Platão -, paixões eternas também não. Como diria o comercial do Serenata de Amor, tudo não passa de um relacionamento com nossas ilusões, que, quando se vão, só continuam se as verdadeiras imagens forem suficientes. Por isso sentimentos platônicos não são dignos de existência. O relacionamento não existe, a pessoa desejada não passa de uma mera imaginação e você, sem seu amor próprio, também não existe. Paixões eternas também não existem. São simples estados passageiros de limerância, onde, após um tempo, tudo que sobra é o sentimento verdadeiro (que pode ser bom, ou ruim).

(Começo meio pesado para um post não?)

Tudo virou clichê. Um príncipe encantado chega em seu enorme cavalo branco, invade o castelo do rei malvado e resgata sua princesa, que nunca tinha visto antes, e vivem felizes para sempre. Perdão, mas… A realidade NÃO é clichê. O mundo é, a realidade não. Opostos não se atraem. Quer dizer, se atraem, e depois, quando toda a limerância se vai, se separam como se nunca tivessem sentido algo um pelo outro.

Parece que virou moda tudo isso. Virou moda dizer “te amo”, mandar flores, fazer carinho, ser feliz com alguém. Os sentimentos verdadeiros foram jogados para trás, onde tudo que resta é uma atração física que com o tempo vai sumindo. Vai ver é por isso que poucos casamentos duram hoje em dia.

A pessoa que a gente ama, apesar de ser aquela pessoa que queremos ter sempre por perto, não é uma cópia fiel de tudo que esperamos que ela seja, por mais que a gente não note isso. Daí começam a aparecer os defeitos dessa pessoa e, com o passar do tempo, o sentimento se acaba. Não, aquela pessoa não mudou quase nada desde o começo; você apenas não tinha notado os defeitos dela. Quase ninguém, hoje em dia, consegue ver os defeitos e ESQUECÊ-LOS, quando possível. Ninguém é perfeito. Mas uma pessoa pode ser completamente perfeita PARA VOCÊ. Isso acontece quando os seus (não seus, o dessa pessoa) defeitos não são maiores que suas qualidades. Quando tudo o que aquela pessoa faz, fez e fará é mais que o suficiente para cobrir parte de seus erros. Enxergar os defeitos e superá-los é uma qualidade gigantesca; se um dia conseguir isso, me ensine.

Medo. Eu tenho medo. Na verdade, medos, muitos medos. Mas, como diria o grande filósofo Pedro, Medo é bom, ruim é o medo de ter medo. Não se pode ter medo de amar por sofrer, medo de ser feliz e se decepcionar depois. Demorei muito tempo pra aprender isso, pra colocar isso em prática, mas vencer meus medos e realizar vontades que meu coração sempre teve me fez uma pessoa melhor. Cansei de viver toda a mentira e os pseudos-sentimentos do mundo. Enfrentei, venci. Achei a melhor pessoa que poderia achar.

Encontrei, nessas minhas jornadas pela vida, uma das pessoas mais fortes que já conheci. Que foge de tudo que sempre pensei do mundo, de todos, de tudo que falei ainda agora. Ela conseguiu superar seus medos, suas dúvidas e seus anseios. Conseguiu reconstruir tudo sem ajuda de ninguém, sozinha. Não tá nem aí pra o que pensam as falsas amizades e muito menos os “clichês” desse mundo. Ela tinha tudo pra não querer continuar, não querer tentar ser feliz, deixar tudo de lado e levar a vida do jeito que dava… mas não, enfrentou todos os seus medos de uma só vez e os venceu. Lógico que eles voltam naquelas noites frias só pra verificar se estamos com saudade deles, mas ela os venceu.

O medo de se machucar continua, mas não supera o medo de amar, construir um sentimento verdadeiro dia após dia, alcançando assim, o amor verdadeiro – esse sim é o amor que existe… não é aquele romantismo moderno que consome a todos levando somente a uma segunda intenção-.

Todas as suas (não suas, dela) virtudes são maiores que seus medos, seus defeitos. Muito maiores. ISSO é o que eu chamo de ser forte, de ser sincero e capaz de vencer tudo…

Encontrei a pessoa que eu sempre quis, que talvez não seja eterna, mas que me faz sentir completo, coisa que eu nunca tinha sentido. Contigo (não você, ela… ah, já entenderam) eu consigo enfrentar os meus medos, as minhas dúvidas e os meus anseios.

Aí vem alguém e me pergunta: Tio Nestor, uma pessoa assim existe? Não é tudo fruto de uma ilusão serenateana? – e eu respondo – Existe. Todas as suas virtudes ficam, mesmo sem a ilusão. Fugindo de todo o contexto do mundo de hoje em dia, de todas as modas, de todos os clichês em que vivemos. Existe de uma maneira única, inigualável, em que você nem precisa se esforçar para lembrar dela. Ela virá na sua mente, fazer uma visita, toda tarde, todo momento em que você parar, todo momento em que você sonhar…

Eu já encontrei essa pessoa. Poderia até escrever um post falando só dela, mas acho que já falei o suficiente do que ela enfrentou, do que ela venceu e do quão importante ela é pra mim.

Já me peguei várias vezes escrevendo algo pra tentar explicar o que eu sinto por ela, como a alguns segundos atrás, antes deu apagar três parágrafos desse texto… não sei… Não sei explicar. É algo que fugiu do controle da minha mente. Acho que dessa vez o universo conspirou ao meu favor. Na verdade, acho que não só ele…

Várias vezes meu cérebro me pregou peças, me fazendo sentir coisas que nunca tinha sentido. Não é algo comum pra mim sentir cheiros do nada durante uma tarde… era o cheiro dela… como se eu estivesse a menos de um palmo do seu pescoço. Se não era o cheiro, era um sussurro do vento, que me fazia olhar pra trás várias vezes achando que era ela chegando perto…

Se tudo isso é uma ilusão, não quero acordar nunca. Quero viver preso em um sonho, onde tudo que toco, tudo que sinto e tudo que vejo é bem mais real do que tudo que já vivi. Desde que esse sonho seja ao seu lado.

Mas eu sei que isso não é um sonho, que o mundo não é perfeito e que a realidade, muitas vezes, é mais triste que uma história infantil. Mas eu também sei que suas virtudes são maiores do que seus medos, do que meus medos. Sei que contigo eu consigo vencer, consigo ser feliz.

Não me apaixonei por uma ilusão. Me apaixonei por uma pessoa de carne e osso, com todos os seus defeitos. Defeitos esses que não significam nada perto dela.

O post ficou bastante meloso, fugindo bastante nas frases e muito repetitivo, concordo… mas era tudo que eu precisava dizer. Eu sei, eu sei, podia ter resumido tudo, acho que terá o mesmo significado, então, poderia ser resumido somente nisso, que já falaria tudo que eu queria explicar:
Eu te amo, Ana Cristina.

- Hoje, 18 de junho de 2008. Um mês. 30 dias. 720 horas. 43200 minutos. Muitos momentos contigo. Bastante tempo, não?

Deixe uma resposta