Arriscando os gatos do Schrödinger

Alguém já tinha ouvido falar n’Os Gatos de Schrödinger? Não? Nem eu. Ou melhor, já ouvi falar, mas muito pouco. Só ontem, lendo o Você Não Acreditaria, foi que vim descobrir realmente do que se tratava.
Chega a ser complicado explicar, por isso irei dividir em duas partes. Escolha qual ler.

- Versão resumida-não-nerd:

Quem não arrisca, não petisca.


- Versão completa-totalmente-nerd:

Vamos começar organizando os fatos. A ciência evolui constantemente, certo? Faz tempo que ela deixou de ser algo exato. Quantas vezes você já ouviu alguém falar que é impossível tirar a raiz quadrada de um número negativo e depois sofreu vendo alguém mostrar que é possível achá-las usando números imaginários? Pois é. Na física quântica também é assim. Agora se prepare que vai começar toda a filosofia boa dessa história.

Vamos supor que você tem duas opções para determinada coisa. Usaremos como exemplo uma pessoa e seu cheiro. Quantas possibilidades de cheiro nós possuímos? Duas. Ou fede, ou cheira bem. Agora vamos olhar isso pelo lado da… física. A física quântica agora diz que existe outra possibilidade. Essa possibilidade seria a 01, ou seja, nem 0, nem 1. Algo como fede-mas-cheira-bem, entendeu? Pois bem, apesar de parecer surreal, é o que a física e seus doidos seguidores afirmam, assim como Erwin Schrödinger.

Mas tem um problema. Algo só existe se você conseguir observar, ou provar que ela existe. Se conseguir os dois, parabéns. Então, o Schô, se me permite o apelido carinhoso, propôs a seguinte experiência imaginária:

Peguemos um gatinho fofinho e carinhoso, de preferência vivo. Soquemos ele dentro de um cubículo totalmente fechado feito de papelão, de um tamanho considerável para suportar toda a experiência. Arrume também um Contador Geiger, possivelmente roubado, e coloque junto com uma pequena, eu disse PEQUENA, quantidade de alguma-coisa-muito-radioativa. A quantidade tem que ser exatamente a quantia necessária para fazer com que exista apenas 50% de chance dessa alguma-coisa-muito-radioativa vazar por sua proteção. Temos 50% de chance para que tudo dê errado, e 50% de chance para que a alguma-coisa-muito-radioativa não saia durante toda a eternidade. Ótimo, não? Agora vem a parte essencial. Caso a proteção dessa alguma-coisa-muito-radioativa seja corroída, um martelo cairá sobre um frasco que contém o mais letal de todos os venenos, matando o bichano no mesmo instante.

Chega a parecer dramático, mas o seu gato ainda tem 50% de chance de sobreviver, é só a proteção da substância não ser corroída.

Agora feche a caixa e deixe passar dois dias. Seu gato agora está vivo ou morto? Impossível saber. Ele tanto pode estar vivo, como pode estar morto. As chances são iguais. Eis o 01. Seu gato está vivo-morto. O único jeito de saber o estado do seu felino irritante companheiro é abrindo a caixa e vendo o resultado.

E qual a importância disso, tio Nestor? Pra que eu vou querer um gato zumbi? Simples. Aplique isso na sua vida. Não entendeu? Tá, eu explico, de novo.

Toda e qualquer atitude possui reações, boas ou ruins. Toda e qualquer mudança trará consigo resultados bons ou ruins. Todas as condições da vida, como a tristeza, alegria, segurança, são assim. E o único jeito de transformar essas incertezas em certezas é abrindo a caixa.

Tem medo de que algo dê errado? Não sabe se vai ser feliz com alguém? Abra a caixa. Arrisque. Só não esqueça do Filtro Solar.

Post descaradamente baseado no texto
do Myhto, em Você não acreditaria.

Uma resposta para “Arriscando os gatos do Schrödinger”

  1. artificiale Disse:

    eu gostei tio nestor
    hsuashushaushu
    gosto de abrir a caixa, bom, pelo menos eu acho.
    cheguei na metade do texto com vontadede pular pro fim pra saber o que toda aquela nerdisse de física queria realmente bizer (:

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